Entregar-se é dádiva conquistada. Afinal, é nada fácil declarar ao mundo a intenção de se encontrar em outra pessoa. Todos nós vendemos a auto-suficiência e acreditamos que somos capazes de absorver a felicidade do espelho. Mas eu me recuso.
O grande desafio de abrir mão de si mesmo é reinventar-se nos olhos de alguém. Acolher o erro, exagerar na dose, passar da conta, dobrar a cota e, assim enfim, sentir-se pleno. Plenamente imperfeito. Repleto de sinceridade.
Saber da possibilidade de falhar me faz querer acertar naturalmente.
Baixando a guarda, a gente mesmo se elege capaz.
Amando, eu sou o alvo. Desapegado do ego que me protege. Despido de orgulhos, passível de ser encantado. Este sou eu, herege de uma geração.
Eu gosto de gostar. Gosto de ser, então, aquele que transborda o sentimento que nos cabe.
Porque doar amor jamais será em vão.
E por que não compartilhar felicidade?!
